Universidade Federal de Feira de Santana?
Na última quarta-feira (03), o então deputado federal Colbert Martins (PMDB) lançou proposta ao Congresso Nacional referente a criação da Universidade Federal de Feira de Santana.
A cidade conta, hoje, com apenas uma instituição de ensino superior estatal, a UEFS (Universidade Federal de Feira de Santana), e, num futuro não tão distante, passará a contar com a instalação do campus da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano), supõe-se que este seja voltado para a área de Saúde. Sua instalação procederá no bairro Aviário, em uma área da Fundação de Apoio ao Menor (Famfs), com cerca de 35 hectares, - número inferior ao que se pensou no início do projeto (80 hectares).

A questão em viés é: se com uma universidade disponível já se verifica tamanhos problemas, que sempre resultam anualmente em greves, como proceder com duas? O famoso caso do restaurante popular da UEFS repercute em comentários até hoje, o "Bandejão", que traz comida ao preço de R$ 1,00 e, em consequência, deploráveis condições de trabalho e limpeza, havendo relatos de comidas estragadas e presença de insetos nas mesmas.
Além disso, o caos se estende a outro âmbito: o salário dos professores e funcionários. O MEC repassava o dinheiro à Universidade, porém, para onde vai, para onde foi? Há funcionários que estão com salários atrasados desde o ano passado, professores já ensaiam uma nova greve. E o que se percebe com tudo isso é que, o aluno, que era para estar se beneficiando com uma universidade pública, é o que mais está sendo prejudicado, entre atrasos de matérias, semestres e tantas outras coisas...
E aí? Como proceder? Se com uma somente já se encontra e verifica-se tamanho transtorno, o que se esperar de duas?
E aí? Como proceder? Se com uma somente já se encontra e verifica-se tamanho transtorno, o que se esperar de duas?
O que resta aos moradores e estudantes é ficar no aguardo e torcida, para que tudo proceda da melhor forma, pois o que se espera é, realmente, a instalação federal possa trazer melhorias ao cidadão, apesar de que, na visão de muitos, seja uma utopia, porque promessas são muitas, e um caso bem simples e real é o da UFRB em Feira de Santana, como já dito, o campus era pra ser de 80 hectares, no entanto, o projeto já calcula 35, e por aí vai...
Da pequena promessa à maior, todas embasadas em muita fantasia e pouca realidade. Falta ação; falta alguém que viva o dia a dia do estudante, saiba as suas dificuldades e respeite os seus direitos e deveres; falta uma reitoria que seja capaz de trazer de volta o respaldo que o nome da Universidade de Feira de Santana tem; falta voz; falta transparência; falta um alguém "superior" que devolva ao estudante a integridade e plausibilidade da sua qualificação, a qual se espera ao ingressá-la.
Resta-nos a esperança, enquanto isso, temos que nos contentar com o que temos para hoje: numa mão, carregamos o sonho e, na outra, o transtorno atual.
Resta-nos a esperança, enquanto isso, temos que nos contentar com o que temos para hoje: numa mão, carregamos o sonho e, na outra, o transtorno atual.
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