Ontem a noite, a CBF ganhara nova posse. O então presidente, Ricardo Teixeira, anunciava, por intermédio de uma carta, que estava deixando o posto. A carta foi lida à imprensa por Marin, um dos muitos vices de Ricardo, que, por ser o membro mais velho da comissão, assumira a presidência até as próximas eleições, no ano de 2015. Ficando então, com a responsabilidade da Copa de 2014, a ser realizada em solos brasileiros. Ricardo Teixeira perpetuou no comando da CBF por longos 25 anos. Anos de glórias e fracassos; do apogeu ao declínio final. Durante o seu mandato, a então seleção tri-campeã, alcançou o pentacampeonato mundial. Sendo campeã em 1994 (Estados Unidos da América) e em 2002 (Japão/Coréia do Sul). Muitos fracassos desgastaram a sua posse; entre os mais lembrados estão: 1998 (França), com a acusação de suborno para a manipulação de resultados; 2006 (Alemanha) e 2010 (África do Sul), em que toda o favoritismo era colocado sobre a Seleção Brasileira, que não venceu e desapontou a todos, não somente na parte técnica, como por parte da CBF e os seus diretores.
Para a copa de 2014 no Brasil, a palavra do presidente era: renovação. Substituindo muitos dos jogadores das edições anteriores do torneio mundial, que já acompanhavam a Seleção por um longo tempo e aderir a garotada que surge nos clubes brasileiros, credibilizando às grandes promessas do futebol brasileiro, como os jovens Neymar, Lucas, Dedé e Paulo Henrique Ganso. Tal renovação foi feita, mas os resultados não apareceram, sendo assim, o Brasil caiu para a sétima colocação no ranking de seleções da FIFA, uma vez que já perpetuou por um bom período na primeira colocação.
Ricardo também foi responsável por adotar o sistema de pontos corridos (Campeonato Brasileiro).
Embora, nos últimos anos, o prestígio do Brasileirão veio sendo desgastado, com as muitas balbúrdias nas comissões de arbitragens e as supostas denúncias de "mala-branca".
Logo, todos estes fatores foram se acumulando até chegar ao ponto de culminar a saída do Ricardo Teixeira, deixando a posse de presidente da CBF. Ricardo alegou, na carta, que deixara o mandato por questões de saúde, por não estar restando tempo para cuidá-la.
O fato é que, saindo ou não por questões de saúde, o mandato já não andava lá essas coisas. Se é pra renovar, por que não renovamos completamente, da gestão aos jogadores?
Agora, com o novo mandatário, José Marin, só resta esperar que toda essa roubalheira do futebol brasileiro tenha um fim; desde a comissão de arbitragem até a dirigência dos clubes. E que, por muito bem lembrar, a Copa de 2014 desenrole das ideias e dos papeis. Uma vez que, não há renovação sem ação. O que está ao meu alcance é nada mais que desejá-lo sucesso. E que possamos ter o prazer de ver ressurgir o futebol arte nos estádios do Brasil e do mundo.
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