terça-feira, 13 de março de 2012

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), decide hoje, nesta terça-feira (13), se proíbe ou não a inclusão de aditivos aromáticos e de outros como o açúcar e o mentol nos cigarros. No mês de fevereiro, a Diretoria Colegiada da agência já havia demonstrado sua posição, sendo a favor da proibição de tais substâncias. Mas a decisão final foi adiada para hoje a tarde. Uma vez que os aditivos sejam realmente proibidos, os fabricantes terão até 18 meses para encerrar a fabricação dos produtos e a vendagem dos mesmos. O julgamento dos aditivos, abrange quaisquer que sejam os elementos que suavizam o aroma e o sabor do cigarro, entre os quais, podemos citar o mentol, a cereja, o chocolate, o cravo, a canela, o morango e o açúcar. A proibição da fabricação começou a entrar em pauta desde o compreendimento que esses cigarros introduzidos de sabores, servem de atração para a população jovem, sendo que inibem parcialmente o gosto ruim da nicotina. Caso a aprovação seja efetivada, inviabilizaria a fabricação de 99% dos cigarros comerciados legalmente no Brasil.
Expressando a minha opinião, me oponho a tal projeto. No meu modo de ver, não deve haver a proibição da introdução dessas substâncias, mas sim, uma maior fiscalização por parte da ANVISA, órgão estatal. Afinal, não já há uma lei que bebidas alcoólicas e cigarros só podem ser vendidos a maiores de 18 anos? O problema é que, quantas vezes, nesses botecos, nessas mercearias, você já pôde presenciar menores adquirindo o produto? Já perdi as contas das quantas. Logo, o que falta é uma fiscalização rigorosa, eficaz, nesses estabelecimentos. E, todos nós sabemos, bem no fundo a gente sabe, o quão modeladora é essa sociedade. Essa massificação influenciadora. Que te induz, induz-te a pensar como um todo, a agir e se comportar dentro dum padrão que dizem ser correto para a sociedade. Então, quem vai fumar, quem sente vontade em experimentar, não vai agir de tal forma porque na embalagem diz que contém morango ou porque uma imagem ilustrativa da substância é posta na carteira do cigarro. Isso é questão de cultura, o meio em que você conviveu, seja ele tradicional ou moderno. É a sociedade, a geração que te englobou que te modelou. Se você viveu numa família que condenam o cigarro e que te criou um pensamento maléfico a respeito, você não vai usar. Tudo é questão de pensamento, de um pensamento que já vem desde antes consigo, ou seja, ninguém vai fumar porque tem mentol, cereja ou morango.
E, quanto aos fumantes, só posso dizer uma coisa, façam logo suas reservas.
                      

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